A morte de João Hélio

13fev07

A tortura brutal a que foi submetido o menininho João no Rio, a animalesca bestialidade dos leprosos morais que foram satânicos frente à inocência, torna difícil falar qualquer coisa.

Mas tenho aqui uma sugestão: que a legislação seja modificada para dar maior peso às características da vítima na determinação da pena. Por exemplo, quem mata uma criança não deve apenas ter uma pena maior do que a de quem me matar; deve ter o triplo, dez vezes a pena. Se houver alguma definição de irrecuperável certamente será essa: o assassino de criança.

É universalmente reconhecido que o único altruísmo que sabemos estar inscrito em nossos genes é a disposição de morrer para proteger nossos filhos. O sujeito que não tem esse mínimo de instinto, terá que valor moral? Quem faz isso é incapaz de fazer o que?

Acredito piamente que alguém que matou cinquenta, cem rivais do tráfico de cocaína possa, a princípio, ser recuperado. Mas não tenho a menor dúvida de que o assassino de criança é o zero da moral, completamente incapaz de chegar a 0,0000000000001. Se eu fosse traficante de cocaína (o que seria possível, se minha vida tivesse sido outra), certamente seria capaz de matar meus rivais, e tenho certeza de que o faria. Mas jamais poderia me imaginar voluntária e conscientemente matando uma criança, tenho imensa dificuldade de aceitar que alguém seja capaz de fazê-lo, e não tenho dúvida de que quem o for é o mais baixo dos rastejantes.

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