Argentina

24abr08

Rodrik está otimista com relação à Argentina. Diz ele que a taxa de investimento está uma beleza, o crescimento, idem, e o câmbio sub-valorizado está se mostrando uma idéia excelente. Mas a inflação é muito alta (a estatística oficial é falsa), o que exigiria uma política fiscal melhor. Mas, fora isso, ele está otimista.

O Brad De Long, por outro lado, diz:

“Dani Rodrik says that Argentina’s future is bright–if only they could get their fiscal balance in order. Strangely, he doesn’t seem to recognize that he is echoing every single Argentina-optimist for more than a century”

Não é por torcer contra, não, mas eu não acredito muito na estabilidade desse crescimento argentino. Ainda acho que é o rebote da crise anterior + preço das commodities.

PS: não deixem de ler as caixas de comentários dos dois blogs, estão bem legais.



4 Responses to “Argentina”

  1. 1 André

    Acho que o Rodrik foi otimista demais. Se a economia de lá estivesse essa beleza toda, será que o ministro da Economia seria demitido pela presidente?

    Abraços,

  2. Pois é, também acho isso. Até torço pelos caras (menos na Libertadores), mas não apostaria o meu dinheiro nesse otimismo todo, não.

  3. 3 Arthur

    NPTO,

    Minha opinião de leitor habitual do seu blog. O relativo otimismo do Rodrik é justificado pela crença dele (bem fundamentada empiricamente) que a desvalorização cambial favorece o crescimento econômico.

    Já seu medo baseia-se em duas constatações. Primeiro, que para manter o câmbio real desvalorizado tem que ter muito a manha na política econômica. Isso significa algum arranjo institucional que inclua firmeza fiscal e bons controles de capitais. Segundo, que se a inflação dispara o dólar (ou qualquer moeda estrangeira) vira reserva de valor e o governo perde a capacidade de administrar um cambio real desvalorizado (o pass through do cambio pra a inflacao fica muito alto e rapido). Além disso, inflação acaba com as expectativas dos empresários e segura investimentos.

    Dado o histórico fiscal sofrível da Argentina ambos medos do Rodrik podem se concretizar. Uma pena. Mas o certo é que a recuperação argentina não teria ocorrido de forma tão voraz nos últimos anos não fosse o câmbio favorável e (alguma) recuperação dos investimentos públicos. A despeito de preços de commodities (que para mim é o argumento da The Economist para toda história de sucesso econômico ocorrida fora dos limites estritos da ortodoxia…).

    Torço para a Argentina, apesar de ser discrente da capacidade do casal K fazer as alterações na política econômica que garantam a sustentabilidade. E acho que para o Brasil a lição Argentina é muito clara. O câmbio é muito importante e fazer política fiscal e monetária sem pensar nele (como fazemos hoje, com uma governo que gasta cada vez mais e um BC que atua por Regra de Taylor) é um erro muito grande e que terá custo muito alto. Nada inclusive que Simonsen não tenha falado décadas atrás ou que caras como o Bresser e o Nakano não falem todo dia….


  1. 1 Argentina (3) « Na Prática a Teoria é Outra

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: