Unger diz a que veio

01maio08

Porque amanhã é dia do Trabalho:

Glória, glória, Aleluia, o Mangabeira finalmente mostrou a que veio. Propôs formalmente algo que propunha desde a época dos artigos da Folha, a desoneração pesada da folha de pagamento. Tem cara de ser o tipo de coisa que eu gosto:

“Mangabeira afirmou que a desoneração não virá de “mão beijada”. A idéia é que o alívio tributário seja acompanhado de “contrapartidas” por parte do empresariado, o que inclui a criação de um regime especial para trabalhadores terceirizados e temporários, a participação efetiva dos trabalhadores no lucro das empresas e o acesso à contabilidade das corporações (…) 

O ministro classifica sua proposta de desoneração radical, pois não seria acompanhada de uma transferência da tributação da folha para o faturamento das empresas. O financiamento da Previdência Social passaria a ser feito pelos tributos gerais, como também defende o Ministério da Fazenda.

Segundo o projeto de Mangabeira, o objetivo das mudanças é reduzir a informalidade, reverter a queda da participação dos salários na renda nacional e reformar a estrutura sindical existente no país.”

O que tem que fazer é mais ou menos isso (preciso pensar sobre o negócio da Previdência). Agora, como diz o Artur Henrique, presidente da CUT, na reportagem, o perigo dessas coisas está nos detalhes. Vamos ver como vai isso.

Mas o certo é isso: a tendência internacional da social-democracia é: menos regulação trabalhista, mais política social.

PS: se o Unger emplacar essa, golaço. Se eu fosse ele e quisesse propor outra das coisas que ele sempre defendeu, proporia a reformulação do currículo escolar, passando desse negócio decoreba que nós conhecemos para uma abordagem mais “problem-solving”.

PSTU: no dia do Trabalho, mesmo, vamos ver se falamos de outra coisa, porque o objetivo do trabalhador deve sempre ser usar o trabalho como meio para aumentar sua liberdade, seja ganhando mais dinheiro, seja ganhando mais direitos, seja (nos casos em que isso for possível) fazendo a transição do trabalho para a obra. Amanhã falaremos sobre isso, a não ser que eu esteja com muito sono, aí fica pro dia seguinte.

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2 Responses to “Unger diz a que veio”

  1. Cara, a CUT pode ter seus problemas, mas a Força Sindical é barra pesada.


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