Fernando Pimentel

07maio08

E, ainda na Carta Capital, entrevista com o Fernando Pimentel sobre a confusão da aliança PTxPSDB em Belo Horizonte. Toda a entrevista é ótima, tenho curiosidade sobre esse cara desde que ele foi cotado para substituir o Palocci (que, vocês já sabem, é nosso petista favorito). Melhor trecho, sobre PT e PSDB:

“Somos as duas principais forças políticas e temos o dever de dialogar, mantendo nossa autonomia e independência. Por que as reformas não avançam? Por que, quando um lado está fora do poder, faz oposição feroz. E, no fim, tanto nós quanto o PSDB ficamos reféns daquela porção da política brasileira menos comprometida com causas nacionais, mais ligada a interesses menores, de varejo. O próximo presidente da República, seja quem for, enfrentará enormes dificuldades. O Fernando Henrique teve o Plano Real, que galvanizou a opinião pública e permitiu que ele montasse uma maioria parlamentar. Mas ela era precária. O Lula tem ele mesmo, seu carisma, seu compromisso com as mudanças sociais, com o povo. Também fez maioria, mas igualmente precária. Quem assumir em 2011 não terá um Plano Real. E nenhum dos nomes mais cotados até agora tem o carisma do Lula. Como vai governar o próximo presidente? Temos de iniciar um diálogo em torno de um projeto nacional, de longo prazo. Não entendo por que a direção nacional do PT não compreende isso. Isso não é ruim para o partido, ao contrário. Temos todas as condições de estar à frente desse processo.”

A verdade é que a crise do Mensalão levou a direção nacional a retomar uma postura dos anos 90 que era uma desgraça: a atitude reativa. Os caras atacam, a gente defende, os caras propõem, a gente critica, mas a iniciativa é sempre dos caras. Liderar é o oposto disso.

A propósito, correu o boato de que Lula ia se meter na história a favor do Pimentel. Agora ele resolveu não se meter. Devia ter se metido.

E para os que acham que a direção nacional sempre acerta contra as estaduais, uma palavra: Garotinho.



4 Responses to “Fernando Pimentel”

  1. 1 Felipe Basto

    As vezes dá a impressão que apenas os interesses pessoais mudam. PT e PSDB são quase o mesmo partido.

  2. Grande Felipe! Eu acho que há diferenças importantes entre os dois, mas um diálgo para aprovar coisas necessárias com as quais os dois concordam é necessário. Gostei do diagnóstico do Pimentel.

  3. 3 André

    Cara, o Pimentel falou tudo. O problema é que esses fdp têm “projetos de poder”, não projetos de governo. Isso vale pra PSDB e para PT. Acho que, se fosse pelo Lula, este diálogo ocorreria na maior – ele tem um relacionamento cordial tanto com Serra quanto com Aécio e, na minha opinião, já está passando o bastão pra um dos dois. O negócio é que o Lula não manda no PT – aliás, acredito seriamente que ele se afastou bem daquilo ali quando virou presidente. O negócio é o grupo do Tarso Genro e do José Eduardo Cardozo virarem hegemônicos lá… por que enquanto a turma do Dirceu tiver tomando conta da banca, já viu…

    Abraços,

  4. 4 fabio

    André

    Isso no feliz mundo do faz-de-conta.
    No mundo real é assim:

    “Quisemos deixar claro que existe um grupo de partidos que defende o nosso projeto de governo e outros que são contrários, como o PSDB e o DEM”, diz o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo (SP). “Contra esses, devemos estar contra”.

    “Não somos contra a aliança com o PSB, que é nosso irmão. O que não queremos é que ele traga junto o PSDB”, diz o secretário José Eduardo Cardozo.
    http://www.joseeduardocardozo.com.br/noticias_integra.asp?cd_noticia_geral=1589


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