1958

29jun08

Hoje na Folha reproduziram a matéria comemorando a vitória de 1958. Trecho bacana:

“Pulavam os garotos serelepes que torceram pelo garoto Pelé”

PS: eu nunca vi um jogo de 58 inteiro na TV, mas me parece que o time era melhor do que o de 70 (e que todos os outros), não? No papel, pelo menos. Pelé e Garrincha. Sinistro. Imaginem ouvir a escalação: Didi, Pelé, Garrincha..”; o adversário devia cantar o hino já fazendo cara de “fudeu”.
PSTU: hoje o Pelé é  aquela mala que, calado, é um poeta, mas a gente nem imagina o que deve ter sido o cara no auge. Imaginem um Ronaldinho Gaúcho que tivesse dado 100% certo, que tivesse ganho tudo, dos 17 aos 30 e poucos anos. E imaginem que, antes disso, o Brasil não tinha ganho nada, e tinha perdido uma copa em casa pro Uruguai no finalzinho. Imaginem o cara que jogava com o Garrincha e era a estrela do time. Trata-se, sem dúvida, de um fenômeno teológico de grandes proporções.



3 Responses to “1958”

  1. As Copas de 1958, 1962, e 1970. São os momentos definidores de nossa História, com H maiúsculo. Nós nunca fizemos nada tão grandioso, antes ou depois. Os europeus têm guerras, mortandades, Carlos Magno, Napoleão e Churchill. Nós temos Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Didi, Vavá, Carlos Alberto, Tostão… ganhamos de goleada. É um país muito estranho esse nosso, um país inventado nos campos de futebol, e não nos campos de batalha. Tivemos guerras, heróis e tiranos, mas construímos uma nacionalidade diferente. Pena que nosso futebol esteja terminando desta maneira…

  2. 2 Pera

    Não vi nenhuma das duas seleções jogar, então o que vou falar é chute, com base em lances editados de 1958 e os jogos completos de 70, que vi na Cultura.

    No geral, a seleção de 58 me parece mais equilibrada, não tinha ninguém medíocre, ao contrário de 70. Vamos lá aos jogadores, um a um (o melhor vai sublinhado):

    GOL – Gilmar x Felix: sem comparação. O Félix era fraco.
    LATERAL DIREITO – Djalma Santos x Carlos Alberto: o Djalma estava em fim de carreira e o C. Alberto no auge. Os dois no auge, Djalma foi melhor.
    ZAGUEIROS – Bellini e Orlando x Brito e Piazza: dois pontos a favor de 58; a dupla era do mesmo clube (acho que é uma mão na roda) e o Piazza era volante improvisado.
    VOLANTE: Zito x Clodoaldo: dizem que o Zito era o cara, mas não paro de pensar no Clodoaldo dominando sozinho metade do campo. Empate.
    MEIO – Didi x Gerson: Didi humilhou os adversários e baixou a adrenalina da moçada para a virada na final.
    PONTA DIREITA – Garrincha x Jairzinho: Pois é…
    PONTA ESQUERDA – Zagallo x Rivelino: por pouco. Dizem que o cara era sortudo, que quem deveria ter jogado era o Pepe, mas graças ao cara o Nilton Santos (craque demais) pôde subir para fazer gol. O velhinho também fez o dele na final. Só que o Rivelino jogou muito.
    PELÉ – Pelé x Pelé: sei lá quando o rei jogou melhor. O homem parecia o mesmo com 17 e 29 anos. É quase um Maradona(rsrs)
    CENTRO-AVANTE: Vavá x Tostão: empate. O Tostão tava improvisado, mas jogou tanto…

    Se não me perdi pelo caminho, na minha pouco embasada opinião, deu 6 a 2 para 58, com 3 empates.

  3. 3 Pera

    Ah, faltou o lateral esquerdo. Nilton Santos x Marco Antonio e Everaldo juntos. Quaquaqua!! O time de 1970 não tinha lateral, enquanto o de 58 tinha o melhor de todos.


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