Opressão aos Sindicatos no Zimbábue

28jul08

Dois sindicalistas do Zimbábue, Lovemore Matombo e Wellington Chibebe, foram presos por fazer oposição ao Mugabe. Se você tem um átomo de esquerda no seu corpo, posso deduzir que é um internacionalista, e que, portanto, vai ajudar na campanha para a libertação dos caras mandando uma mensagem (modelo pronto aqui, ou mande a que você quiser) para a embaixada do Zimbábue, que fica no seguinte endereço:

Embaixada do Zimbábue
SHIS QI 03 Conj. 10 Casa 13,
CEP 71.605-300, Brasília – DF – Brasil
Tel.: +55 61 3365.4801 / 02
Fax : +55 61 3365.4803
E-mail: zimbrasilia@uol.com.br

Imagino que você, como eu, vai preferir mandar um e-mail. Sugiro, entretanto, que mande quantos puder. Eu vou tentar mandar pelo menos uma por dia até dia 30 (hoje já foram 3). Minha mensagem foi a seguinte:

“Dear Sir,

     I am writing to express my concern with the terrible travesty of justice that has so far been dispensed to the union leaders Lovemore Matombo e Wellington Chibebe, arrested in your country for opposing the Mugabe government. Remember, you are in a country that is ruled by a former Union leader. If you want Zimbabwe to be taken seriously by the international community again, Mr. Matombo and Mr. Chibebe must be fred immediately, and the heroic Zimbabwean people must see their freedoms, for which they have already paid such a high price, restored.”
 
Aproveitando o ensejo, mandei um email pra turma das centrais )CUT, Força Sindical e Conlutas), pedindo que eles também tentem encher o saco da embaixada.

O site pela libertação dos dois está aqui, podem ir lá adicionar seus nomes ao abaixo-assinado, e o banner deve entrar aqui hoje ainda.

(hat tip: Crooked Timber)



12 Responses to “Opressão aos Sindicatos no Zimbábue”

  1. Ok, vou colaborar e mandar várias mensagens.

  2. 2 Igor

    Não tenho átomo de esquerda algum no meu corpo, talvez dois prótons. Ainda assim, faço questão de encher o saco do governo do Zimbábue para soltar os Srs. Matombo e Chibebe. Aliás, recomendarei o mesmo no meu blogue.

    Abs,

  3. Eu não acredito em Zimbabwe. Só porque alguém chama assim aquele pedaço de terra não decorre daí que aquilo seja um país/nação.

  4. 4 Igor

    rs Fábio, o Zimbábue pode não existir, mas Lovemore Matombo e Wellington Chibebe continuam sendo pessoas de carne e osso.

  5. É isso aí, Igor! A propósito, não quis dizer que só quem é de esquerda deve se preocupar com isso, é que eu gosto mais de encher o saco da minha turma, mesmo. O internacionalismo liberal tem, aliás, uma história bem mais antiga e respeitável. Weiss, valeu pelo apoio, vamos lá encher o saco dos caras.

  6. 7 Fabio

    Carta, manda-se para quem tenha sensibilidade. Eu escreveria ao Gordon Brown, por exemplo. Agora mandar carta pra o chefe da milícia do Morro do Zimbabwe é coisa de imbecil. Tito Lívio, bem o diria, que ou mandam-se os mariners ou não se manda nada.

  7. Salve,

    Há quatro anos eu trabalhava num projeto de cooperação entre movimentos sociais da América Latina e da África, e fizemos um encontro muito na África do Sul, em Joannesburg, que contou com a presença dos sindicalistas do Zimbábue. Eles nos relataram as perseguições e violências que sofriam sob Mugabe e foi impossível para nós, brasileiros, não fazer a asssociação com o que ocorreu em nosso país durante a ditadura militar, e em outros momentos autoritários.

    Infelizmente, Mugabe ainda goza de muito respeito na África e fomos testemunha disso, pois em nosso debate muitos militantes sul-africanos questionarma os colegas do país vizinho, defendendo o presidente do Zimbábue por seu histórico de luta contra o colonialismo e confundindo os ataques a fazendeiros brancos como um processo de reforma agrária e mudança social.

    No ano passado uma delegação de ativistas do Zimbábue esteve no Brasil e ajudei um pouco na agenda deles, sobretudo com o Congresso. Mas nosso país segue a posição da África do Sul e optou por não censurar Mugabe, nem ajudar a oposição democrática.

    Abraços

  8. Grande Maurício! Pois é, o problema é justamente essa negligência sul-africana com o cara, e nossa teimosia em entrar nessa onda.

    Que legal deve ter sido essa experiência com os ativistas do Zimbábue, dê notícias desses caras aí pra gente pra gente divulgar!

  9. Claro,

    Te passo uma notícia sobre a visita dos ativistas do Zimbábue, há um ano, não por acaso a nota é do site da CUT – em minha opinião,os sindicalistas são os brasileiros que melhor conhecem os movimentos sociais africanos:

    http://www.cut.org.br/site/start.php?infoid=11747&sid=72

    Abraços

  10. Rapaz, que legal! Vou subir.


  1. 1 para não dizer que não falei de flores «

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