Limongi e a eleição de SP

06out08

Fernando Limongi não é qualquer mané, por isso, quando ele diz que Marta vai perder, a gente tem que levar em conta. Diz ele:

“O PT bateu no seu teto e não vai vencer. Em 2006, no segundo turno, o Lula bateu em 43,2% e Alckmin teve 51,6%. Essa diferença de oito pontos percentuais é pequena: bastaria ganhar quatro pontos percentuais para empatar. É pouca gente. Mas o mais fantástico é que a diferença não se mexeu, e parece que não vai se mexer. Está sólida como rocha.”

Diríamos nós, entretanto: a qualquer momento, os personagens se reinventam e a distribuição no tabuleiro muda. É verdade, se o PT concorrer como sempre concorreu, vai perder. Mas, se souber disso, porque vai insistir em concorrer como sempre?

E mais, na entrevista mesmo você vê que o eleitorado do PSDB é fluido. Sabe-se lá o que vai fazer.



3 Responses to “Limongi e a eleição de SP”

  1. 1 Arthur

    NPTO, o que eu entendi da entrevista foi mais ou menos o seguinte. O eleitorado de São Paulo está a direita do eleitorado do país. Então, ganhar a prefeitura de SP vai ser sempre algo bem difícil para o PT…

    Nas duas vezes que o PT ganhou foi porque conseguiu votações expressivas dentre a classe média e o eleitorado de baixa renda. Em nenhuma dessas ocasiões conseguiu, entretanto, dar continuidade ao seu projeto de poder na capital. Na primeira vez, porque perdeu o apoio do eleitorado de renda mais baixa e na segunda porque perdeu apoio da classe média.

    Nessa eleição a situação parece basicamente como a de 2004. O PT não consegue ganhar voto na classe média. Eu sinceramente não sei como reverter isso (se soubesse talvez já tivesse vendido essa informação!). Até acho que a Marta leva parte do eleitorado da Soninha (independente de quem ela apoie), mas para se eleger ela teria que levar muitos votos do Alckmin o que acho difícil de ocorrer.

    Eu acho que a tentativa é tentar politizar o debate o máximo, fazer a maior união possível do Kassab ao Maluf, usar muito o Suplicy na campanha (é o petista com melhor imagem entre a classe média paulistana, pelo que eu sei) e tentar fazer uma parcela do PSDB (historicamente ligada ao Covas e hoje ligada ao Alckimin) a não apoiar o Kassab. Mas não sei se isso se traduziria em votos. Talvez, no cenário atual, o Limongi esteja certo e a Marta tenha um teto por volta dos 45%.

  2. Arthur, é isso mesmo. No momento, está muito mais para Kassab. Agora, temerário é o candidato que contar demais com transferência de votos do PSDB (ou, pior, do PMDB).

  3. 3 Homero

    A Classe Média só vota no PT em São Paulo quando o PT é oposição. Em 1988 a Erundina era oposição ao Quercia e ao Sarney (e não havia segundo turno). Em 2000 a Marta era oposição ao Covas (Alckmin) e ao Fernando Henrique. Hoje o PT é governo, por isso a Marta vai perder.


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