Na Série “AAAAHHHHH”: Bolsa da Argentina subiu no telhado

23out08

Com a estatização dos fundos de pensão privados – que o governo alega visar proteger os aposentados da flutuação do mercado, mas outros suspeitam ser uma forma do governo arrumar um trocado para pagar suas dívidas de curto prazo – o volume de dinheiro negociado na bolsa de Buenos Aires caiu tanto que teme-se pelo futuro do mercado de capitais na Argentina.

Diz a Megan McArdle:

“In theory, the advantage of government pensions over private ones is that tax revenues fluctuate by less than stock prices.  But tax revenues can fall by quite a lot during a recession, which is of course the worst time to raise taxes.  If the government has trouble borrowing, as Argentina’s does, the national pension scheme gets into deep, deep trouble.  If Argentina can’t plug its revenue hole now, what reason is there to think that they will be able to pay off pension claims?”



6 Responses to “Na Série “AAAAHHHHH”: Bolsa da Argentina subiu no telhado”

  1. 1 Fabio

    Por falar em Argentina, preciso olhar a situação da Argentina no relatorio do Banco Mundial. Eu olhei o do Brasil. Tem um paper para 2009, por estados, onde eles fazem um estudo de caso de um negócio de médio porte, e analisam quantos procedimentos seriam necessários para abrir o negócio, quanto tempo leva, quanto paga de taxa etc. Parece que o Rio estabeleceu o recorde mundial (segundo o relatório). 208% do LUCRO BRUTO seriam pagos em 12 tributos no primeiro ano de operação!!!

  2. 2 Arthur

    NPTO, não entendo nada de economia argentina mas acho meio conspiratório o argumento que um governo que faz um superávit primário bem grandinho como o argentino faz (abre o site do BCRA e procura por Radar Macroeconômico) e que deu um calote que reduziu bastante sua dívida, em especial de curto prazo estatizar fundos de pensão para usar seus recursos para pagar divídas de curto prazo. Pode haver algum objetivo escuso por trás da medida, pode ser uma medida anti-crise ou pode ser estatização esquerdista mesmo, mas estatização para pagar dívidas de curto prazo me soou meio estranho.
    Abs

  3. Arthur, é possível que você tenha razão, vamos ver. Se não mexerem nessa grana eu vou escrever aqui com satisfação que não mexeram.

    Fábio, se você achar esse paper, me passa que eu posto aqui, impressionante!

  4. 4 Homero

    Brasil 1990 = Argentina 2008.

    É o Collor fazendo escola 18 anos depois do confisco. A América Latina realmente não tem jeito. Só põe em prática fórmula comprovada de fracasso.

    O pior é que quando a Argentina vai para o buraco, a crise não precisa atravessar o atlântico para nos pegar de jeito. Quem se lembra das conseqüências para o Brasil da crise da conversibilidade do Peso de 2001-2002 na Argentina?

    Arthur,

    Déficit primário não tem a menor importância, o que vale mesmo é o déficit nominal, pois envolve todos os gastos e receitas do setor público, tanto gastos e receitas financeiras quanto não-financeiras. Qual é o valor do déficit nominal da Argentina?

  5. 5 Arthur

    Homero, nao olhei dados do deficit nominal do pressuposto que com a divida totalmente renegociada e superavits primarios de 4% do PIB (entra no site que indiquei para o NPTO) o déficit nominal da Argentina deve tá bem baixinho. De qualquer forma, o superavit primario importa sim para a evolucao da relacao divida/PIB (que é o que importa). Nao lembro a formula (deve tá no meu caderno de macro de um periodo inicial da faculdade) mas dá para achar num livro de macroeconomia tipo Sachs e Larrain ou no livro de Financas Publicas do Giambiagi.
    PS: minha leitura é bem superficial. nao conheco nada de Argentina para saber se os dados que eu pego no site do BC deles sao manipulados ou se o governo quer confiscar poupanca. Só acho que as info que chegam de lá sao sempre que eles tao na lama e eles tao crescendo forte a 6 anos!

  6. Os dados da Argentina, gente, são manipulados.

    E pra quem chegou no buraco onde eles chegaram, crescer forte há 6 anos não é realmente algo excepcional. Moçambique, me disseram outro dia, também anda crescendo pra caramba, mas olha a base. Excepcional mesmo é a China crescer a 11% (e olha que os números deles também não são lá essas coisas).

    Mas a pergunta do post pode ser respondida assim: o governo argentino é dono da Casa da Moeda argentina. E o resto que se exploda…

    O que me preocupa é que se a Argentina sofrer outro abalo semelhante ao de 2002 já já o Brasil vai ter que mandar forças de paz pra lá. E vai ter um monte de argentino indo morar em Capão Redondo.


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